"Espinoza vai dar um nome para isso, uma palavra que você usa o tempo inteiro, uma palavra que você conhece e que hoje aprende o significado: alegria. Passagem para um estado mais potente do próprio ser, alegria é a maior distância da morte. Não sei se já aconteceu contigo: do nada, você encontra alguém, alguém que um dia você conheceu, alguém que você não esperava de jeito nenhum encontrar... E você encontra e fica perplexo, fica absolutamente encantado com aquele reencontro e a alegria é indisfarçável, a alegria é soberana..." Clóvis de Barros Filho https://www.youtube.com/watch?v=q4E8g9L2PK4
Certa vez, comentei com minha namorada que, quando eu entrava no meu carro para encontrá-la em sua universidade (distante 130km dali), era como se o hit de Pharrell Willians, Happy, começasse a tocar na minha alma. Era o meu dia de glória em meio a dias de luta (http://tiarajusantos.blogspot.com.br/2014/10/dias-de-luta-dias-de-gloria.html). Logicamente, alguns meses depois, mudei-me para a cidade universitária e aqui permaneço.
Ano passado, ela iniciou uma pós-graduação em Hematologia; um final de semana por mês vamos para Curitiba, quando chegamos no hotel, nossas fichas já estão no balcão esperando as assinaturas. Gosto especialmente da vista para o centro cívico, com seu ar frio e úmido. Ela reclama que nunca fomos ao Jardim Botânico, confesso que minha preferência fica em desfrutar das opções gastronômicas da capital e, no máximo, passear pelo Shopping Barigui.
Há um mês, começamos a andar de bicicleta nas Gêmeas do Iguaçu. Além do clima agradável, há ciclovias em um relevo predominantemente plano que permite trajetos urbanos longos. É um hobby que felizmente temos em comum. Quando estamos retornando para sua casa, brinco que andar de carro é muito melhor; ainda mais sendo o carro esportivo que ela mesmo escolheu (http://tiarajusantos.blogspot.com.br/2015/09/carros.html).
O surpreendente é que estamos entrando no nosso quarto ano e a música de Pharrell ainda me representa quando dirijo em direção à sua cidade. Assim sendo, ficarmos juntos me é o caminho mais óbvio. Uma história clássica de John Lennon é a de que, na infância, perguntaram o que ele queria ser quando crescesse; ele respondeu que queria ser feliz, foi dito que ele não entedera a pergunta e o gênio finalizou: "Você não entendeu a vida."