segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Operação Valquíria (2008)


No dia 20 de julho de 1944, Hitler sobreviveu a um atentado arquitetado por oficiais alemães insatisfeitos com o rumo desastroso da guerra. Foi a mais notável tentativa da chamada "resistência alemã" para salvar o país do ruína imposta pelos nazistas. Embora o plano tenha fracassado, sua memória foi preservada e ainda é motivo de orgulho para o povo alemão.
No início do filme, é questionado se apenas assassinar o Fuhrer seria o suficiente para dar um fim ao conflito. A resposta dada por um dos generais que lideravam o grupo opositor me parece bastante sensata: "Não importa, importa apenas que ajamos agora, antes de perdermos a guerra. Caso contrário, essa será sempre a Alemanha de Hitler; e nós temos que mostrar ao mundo que nem todos nós éramos como ele."
A trajetória do protagonista, o coronel Claus von Stauffenberg, é exemplar. Pertencente a uma família nobre, teve uma educação humanista, estudando Grego, Latim, História e Filosofia. Ele não era considerado um "tipo militar", mas se alistou com 18 anos e teve uma rápida ascenção nas Forças Armadas. Casou-se em 1933, tendo cinco filhos. No documentário bônus do DVD, seu filho mais velho o descreve como "muito divertido e amoroso, uma pessoa alegre que ria bastante, nós o amávamos muito." 
Após quase morrer no Norte da África em 1943, voltou para Berlim, sendo então contatado pela resistência. Gosto da sua fala ao ser recrutado: "Eu sou um soldado, sirvo ao meu país, mas esse não é meu país. Eu estava deitado lá fora, sangrando até a morte, pensando: 'Se eu morrer agora, não vou deixar nada para meus filhos além de vergonha'. Eu sei agora que só há uma maneira de servir à Alemanha, fazendo isso, serei um traidor. Eu aceito isso."
No documentário, a filha de Claus relata que sua mãe perguntou para ele qual a chance do golpe contra Hitler dar certo, e ele respondeu: "cinquenta por cento". Ele sabia que não estava arriscado apenas sua vida, mas também a de sua família; mesmo assim, guiado por "forças morais incomuns e poderosas", seguiu em frente. Quase foi bem-sucedido, mas acabou preso e executado no mesmo dia do atentado.
Sua esposa, que estava grávida, também foi presa e mandada para um campo de concentração; seus filhos foram para orfanatos. Apesar das dificuldades, todos sobreviveram à guerra, sendo esse talvez o maior desejo de Stauffenberg. Mesmo morrendo como um traidor da pátria, ele deixou para sua família um legado de honra e coragem, imortalizado neste belo longa-metragem.

"Vocês não carregam a vergonha, vocês resistiram, sacrificando suas vidas por liberdade, justiça e honra." Memorial da Resistência Alemã, Berlim.

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Meu avô paterno me disse há alguns anos que "o cavalo branco aparece apenas uma vez na vida, ou você monta nele, ou ele vai embora e nunca mais volta". Ele estava se referindo ao fato de meu pai ter recusado uma proposta de emprego na Petrobrás após ter se formado em Geologia, o que provavelmente lhe daria estabilidade financeira duradoura.
Conversando com meu pai, ele disse que fizera isso porque se tratava de uma empresa estatal; como o país era governado pelos militares, ele não queria fazer parte da ditadura, mesmo que indiretamente. Além disso, segundo ele, "se eu tivesse entrado na Petrobrás, não teria ido para São Paulo, não teria conhecido a tua mãe e tu não teria nascido".

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Durante a sessão de fotos de formatura da faculdade, gravamos um video onde cada um deixava uma mensagem pessoal para a sua família. Nunca mostrei a gravação para ninguém e a vi apenas uma vez, para escrever este texto.

"Eu gostaria de dizer para minha família que estou aqui realizando um sonho e que hoje eu percebo que as pessoas não me admiram pela minha inteligência, mas pelo meu caráter e pelos meus valores. Se hoje eu quero ser uma pessoa melhor e quero tornar o mundo melhor, é por causa de vocês. Muito obrigado."

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Seicho-No-Ie e Espiritismo - parte 5


Acho interessante como o Espiritismo faz pouca referência ao sentimento que existe entre um casal, como se fosse algo "menor", digamos assim. Allan Kardec era um homem estudado, científico, casou-se aos 27 anos com uma mulher de 36 anos, não tendo filhos. Ela o ajudou nos seus trabalhos intelectuais até a sua morte, aos 64 anos.

"O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário à lei natural?
– É um progresso na marcha da Humanidade.
Qual seria o efeito da abolição do casamento na sociedade humana?
– O retorno à vida animal. (...)
A união livre e fortuita dos sexos é um estado natural. O casamento é um dos primeiros atos de progresso das sociedades humanas, porque ele estabelece a solidariedade fraternal e se encontra em todos os povos, ainda que em condições diversas. A abolição do casamento seria o retorno a infância da Humanidade, e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes." O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - livro III, cap.IV 695-696

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Masaharu Taniguchi casou-se e teve filhos, não encontrei maiores detalhes na internet. Sua obra é muito mais romântica e poética que a de Kardec, acredito que por isso pessoas mais racionais podem ter dificuldades em assimilar seus ensinamentos e encontrem no Espiritismo algo mais atraente. Na sua obra, Comande sua Vida com o Poder da Mente, a temática do amor é facilmente encontrada.

"O amor latente em nós é infinito – pois, por mais que o exteriorizemos, não nos é possível esgotar a fonte. Essa é a Verdade. Quanto mais amor oferecemos aos outros, com maior intensidade sentimos o amor em nós. A suprema Vida do Universo nunca deixa secar a fonte do amor." Cap.11

"Todos os atos concernentes ao mundo dos sentidos são expressões de sentimentos e emoções. E o que é verdade em relação ao munda da Natureza é verdade em relação a Deus; por conseguinte, a alegria da criação física é, em última análise, reflexo – ou expressão – de sutis sentimentos ou emoções. A união entre pólos negativo e positivo (yin-yang) é sagrada, pois, quer se trate de corpos celestes quer de seres humanos, toda união harmoniosa dos princípios negativo e positivo é produto da Mente do Universo. Portanto, por trás da alegria da união no corpo físico existe a intensa vibração da alma. (...) Contudo, a manifestação do amor consiste na união dos espíritos  ou seja, havendo o encontro feliz de duas almas, consegue-se a verdadeira satisfação. O amor verdadeiro é manifestação da vontade de Deus para que atinjamos a perfeição por meio da união com o outro. Trata-se, pois, de um sentimento dotado de força criativa." Cap.14

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Eu diria que o amor é uma força inconsciente que nos impele a agir, mesmo que ilogicamente; algo inexplicável, porém presente e necessário na vida de todos. O amor nos faz voltar para casa ou irmos embora; o amor nos faz dizer sim ou não; o amor pode até acabar, mas, enquanto durar, é eterno.

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure." 
Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Reféns da Palavra


Quando me perguntam sobre que autor eu gosto, costumo responder Luis Fernando Veríssimo. Conheci-o ainda jovem, pré-adolescente, quando meu pai, assinante do jornal Folha de São Paulo, ganhou um exemplar com uma seleção do genial Comédias da Vida Privada. Li e reli a obra diversas vezes, num preparativo para o que seria a minha própria vida privada.
Recentemente fui presenteado pelo nova coletânia do meu grande inspirador, "Diálogos Impossíveis". Abaixo, um trecho da crônica "Reféns da palavra", publicada originalmente em 2009 nos jornais Estado de São Paulo e Zero Hora.

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"No seu livro Lessons of the Masters, George Steiner lembra que nem Sócrates nem Jesus Cristo, que ele chama de as duas figuras 'pivotais' da nossa civilização (de pivôs, como no basquete ou nos crimes passionais), deixaram qualquer coisa escrita. São mestres cujas lições sobreviveram no relato de outros, Platão no caso de Sócrates e os evangelistas no caso de Jesus. Não existe nem evidência de que os dois soubessem escrever. A única, enigmática referência da Bíblia a um Cristo escritor está em João 8:1-8, quando, indagado pelos fariseus sobre o destino da mulher flagrada em adultério, Jesus finge que não ouve e escreve algo no chão com o dedo – ninguém sabe o que ou em que língua. Existe até uma velha piada, que Steiner cita, sobre um acadêmico moderno comentando sobre o currículo de Jesus: 'Ótimo professor, mas não publicou.'
O legado literário de Sócrates, via Platão, é em forma de mitos, o de Jesus, em forma de parábolas. Dois meios de organização e transmissão oral de memória que a escrita diminui, transformando narrativa aberta em cânone e lição em dogma. Nos diálogos de Platão o pensamento vivo de Sócrates já se coagulou em filosofia, nos textos bíblicos a verdade poética de Cristo se petrificou em verdades sagradas, irrecorríveis. Mas o maior defeito da escrita seria o de ter sabotado a memória como guia, roubando a sua função civilizatória de 'mãe das musas' (...)"

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Mês passado me foi perguntado se eu costumava reler o que o escrevia no blog. Respondi que eventualmente, não sendo um costume; o meu principal objetivo era estar sempre escrevendo coisas novas, não me prendendo ao que já escrevi. Afinal de contas, o importante é publicar.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O Pianista (2002)


Conheci um jovem, excelente pianista, que tinha este como seu filme predileto. Outro detalhe era que a música executada pelo protagonista a pedido do capitão nazista, no ápice da trama, era uma de suas músicas prediletas no piano.  Lembro-me também de uma aula na faculdade, em que o professor, ao comentar sobre o comportamento condicionado pelas circunstâncias, citou: "Como naquele filme do Polanski..."; após alguns segundos sem ele conseguir lembrar o nome do longa, como o bom aluno que sou, completei certeiro: "O Pianista".
Varsóvia era uma bela cidade em 1939, quando foi subitamente invadida; a estratégia alemã era bombardear pesadamente seus alvos, seguindo uma rápida invasão por terra e ar. Com avanços substanciais, os nazistas mantiveram o status de invencibilidade até 1942, quando a guerra começou a virar no leste europeu.
Logo após a Polônia ser invadida, Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha. Isso cria a ilusão de que logo os invasores sejam repelidos, fazendo com que a família judia do pianista opte por ficar em Varsóvia ao invés de fugir. O pianista justifica: "Se eu for morrer, prefiro morrer na minha própria casa". Ele não sabia que sequer teria esse direito, os nazistas pretendiam lhes tirar tudo, inclusive a dignidade na morte.
O pianista sobrevive cinco anos sob influência de seu talento, as pessoas sabiam que ele deveria viver e se arriscavam para isso. Ele teve sua vida poupada graças ao esforço de "anjos da guarda", inclusive um oficial germânico, a partir da célebre cena em que é descoberto pelo inimigo em um prédio abandonado. Ao se definir como "um pianista", lhe é solicitado que toque o piano que há ali. "Prove" fica implícito, é aí que a mágica acontece: http://youtu.be/l6XwAZ2nKA4
Frequentemente temos que provar algo para os outros; não é fácil bem suceder, mesmo o mais talentoso precisa passar por vários testes. Acredito que o formidável da obra é o fato de Władysław Szpilman ter realmente existido, o filme é baseado na sua auto-biografia escrita após a guerra, em 1945. Por motivos políticos, só foi reimpressa em 1998, sendo então traduzida para o inglês e outros idiomas. Faleceu em 2000, com 88 anos, deixando-nos uma grande lição: não basta talento.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Amadeus (1984)


Eu diria que minha maior contribuição musical foi uma participação no final da música "Fim de Tarde" da banda Vizinhos da Glória. Durante as gravações em 2002, solicitei que a melodia se repetisse algumas vezes para que eu acrescentasse algumas guitarras. Eu achava a canção muito boa para ser tão curta e sentia que realmente poderia melhorá-la. O resultado: http://youtu.be/h0IZ5SlL_bg
Na época, um dos integrantes admirou-se após a minha gravação: "Não consigo entender como conseguisse criar isso de cabeça". De fato, eram duas melodias de guitarra distintas que, juntas, encaixavam-se perfeitamente. Eu não conseguia explicar a ocorrência, eu apenas sabia que as melodias seriam complementares e assim se sucedeu. A inspiração, além de efêmera, costuma ser inexplicável.
Neste multi-premiado longa de Milos Forman, nos é mostrado o talento de Mozart, que inflama a inveja de outro compositor da época, Salieri, narrador da trama. No início do filme, é feita uma provocação: muitos conhecem Mozart, mas quem conhece Salieri? Esse questionamento é o pontapé inicial para a narrativa que brilhantemente se inicia; antes de o conhecermos, já há um fascínio sobre ele e esse sentimento é partilhado pelo narrador.
Mozart aparece inicialmente como um jovial e alegre compositor de 26 anos, cuja única preocupação parece ser correr atrás (literalmente) de sua futura esposa, a bela Constanze. Mas essa ilusão logo se desfaz, dono de um ego enorme e ciente de seu talento, temos a impressão que Mozart conhece desde cedo seu lugar de destaque na História. Carismático, cativa-nos desde o início; ao contrário de Salieri, que fica atormentado ao conhecer o gênio: "Pareceu-me que eu estava ouvindo a voz de Deus, mas por quê? Por que Deus escolheu uma criança obscena para ser seu instrumento?"
Rebelde, Amadeus parece não se importar com a opinião de seu autoritário pai; muda-se para Viena, deixando-o em Salzburgo, e se casa sem o seu consentimento. Impossível não me identificar com o compositor; obviamente não tenho seu talento, mas nosso ego é equiparável e o temperamento, coincidentemente, também.
Em uma carta, o jovem tenta se explicar:  "Amado pai, recorda-se como você sempre me contou que Viena era a cidade dos músicos? Que conquistar este lugar é conquistar a Europa? Com minha esposa, eu posso fazer isso. Em breve, quando eu estiver bem de vida, você virá morar conosco e seremos muito felizes." Amadeus encontrara o amor, sua grande inspiração.
Gosto de uma cena que se inicia com Mozart compondo em uma sala, sobre uma mesa de sinuca, com música ao fundo. Ele é interrompido por Constanze, que vem chamá-lo para conversar com uma moça que oferecia seus serviços de doméstica gratuitamente (a mando secreto de Salieri). O pai discorda da condição de anonimato de quem a enviou e discute com Constanze. Mozart não interfere, volta para a sala, voltando a compor com a trilha sonora que magistralmente retorna.
É evidente que, para ele, a música era mais que um trabalho, era uma necessidade, uma válvula de escape. Mozart compunha porque precisava compor; Salieri amava a música e tinha grandes ambições, mas não era um compositor nato. Isso o enfurecia: "De agora em diante, Você (Deus) e eu seremos inimigos, porque Você escolheu como instrumento um garoto arrogante, desregrado e infantil, e me deu como recompensa apenas a habilidade de reconhecer a incarnação. Porque Você é injusto e mal, eu vou Te bloquear."
Interessante que Salieri tem uma relação dual com Amadeus: ao mesmo tempo que ele o odeia por não lhe parecer digno de tamanho talento, ele ama a sua música e esse parece ser o maior sentimento da narrativa. Por três momentos, Salieri é sincero quando seria perfeitamente compreensível que mentisse: quando Constanze lhe mostra secretamente composições inéditas do marido, Salieri confessa, atônito: "é miraculoso"; após um relativo fracasso de público, Mozart pergunta para Salieri o que ele achara de sua ópera e, hesitando brevemente, responde: "Eu achei maravilhoso", salvando a auto-estima do jovem prodígio; na noite anterior à morte de Mozart, Salieri confessa ao inimigo caído: "Nunca perderei nada que você escreva. Você é o melhor compositor conhecido por mim."
Trata-se claramente de uma ficção, há vários detalhes omitidos pela obra. Mozart perdeu três de seus cinco filhos em tenra idade, o que explica parte de sua melancolia. Também teve pupilos, justamente porque tinha frequentes problemas financeiros e a vida de compositor, assim como hoje, não era fácil. Talvez tenha dado algumas lições para o ainda jovem Beethoven.
O Antonio Salieri da vida real não cumpriu castidade, casou-se e teve oito filhos com sua esposa. Tampouco tentou suicídio ou acabou num hospício. Podia ser um talento menor, mas não era bobo e, assim como Wolfgang Amadeus Mozart, viveu a vida; curiosamente, também entrando para a História.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Trecho de "Oscar Wilde para inquietos" de Allan Percy - parte 4

Eu havia terminado esta série, mas meu irmão perguntou da "parte 4" e aqui está ela, em sua homenagem. Pensando na minha infância, sinto realmente que "se pude enxergar mais longe, é porque me apoiei nos ombros de gigantes"!

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"Experiência é algo que não se consegue de graça.

Todos nós gostaríamos de circular pelas estradas sem nunca pagar pedágio, mas isso é impossível. Tudo tem um preço, mesmo as coisas mais insignificantes. Ser aprovado em uma exame exige horas de estudo, passar em um concurso requer ainda que tenhamos sorte. E esses são apenas pequenos obstáculos pelos quais muitos de nós teremos que passar. Se você tivesse de escalar o Everest ou quisesse se tornar um arquiteto famoso, as dificuldades aumentariam - e seu esforço também precisaria ser proporcionalmente maior.
A vida requer dedicação até para as coisas aparentemente mais simples, como os relacionamentos amorosos ou entre pais e filhos.
Aqueles que conhecem seus limites e se ajustam a eles costumam ter uma vida saudável, mesmo que às vezes ela lhes pareça um tanto sem brilho. Os que ultrapassam os próprios limites podem conseguir coisas extraordinárias, embora a maioria desista no meio do caminho.
O conformismo tem a vantagem de permitir que não nos estressemos mais do que o necessário e o inconveniente de nos deixar entediados. O inconformismo tem a vantagem de nos fazer sonhar e o inconveniente de, muitas vezes, transformar nossos sonhos em decepções.
Ainda assim, vale a pena esquecer os próprios limites e ver até onde podemos chegar."