2- Você precisa encontrar o que ama.
“Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.”
Assim como Jobs, tive sorte, pois pude dar vazão a várias paixões desde cedo. Não comentarei sobre trabalho ou relacionamentos, mas sobre um hobby: a música.
Em minha tenra infância, lembro de escutar Beatles (foi também um dos primeiros contatos com a língua inglesa: “help” significava “socorro” e assim por diante). No começo da década de 90, Nirvana (que voltei a escutar novamente ao escrever esse texto), Pearl Jam (que fui no show este mês em Curitiba), Alice in Chains e Stone Temple Pilots (essas duas últimas vi pela televisão ao vivo semana retrasada).
Mais adiante, conheci bandas de hardcore melódico: Bad Religion, MxPx, Lagwagon, NOFX, entre outras. Nessa época, comecei a tocar guitarra; na minha opinião, o melhor instrumento musical, por permitir uma fácil expressão da emoção. Em 2001, minha banda, Gridy, lançou o álbum “Faça Acontecer”, que era o nome de uma composição minha contida no disco. No ano seguinte participei da produção do lendário álbum dos Vizinhos da Glória, “Por Alguém ao Lado”, tocando teclado em três faixas e guitarra no final prolongado de “Fim de Tarde”, uma das minhas prediletas:
www.youtube.com/watch?v=h0IZ5SlL_bg
Durante a faculdade, fiz algumas gravações caseiras com meu amigo Thiago e tocamos algumas noites em um bar de Floripa. O repertório era bem variado, Pink Floyd, Oasis, Peral Jam, U2. Em 2007, ele montou um trio, a The Lawyers, com repertório similar ao que tocávamos em dupla. Após acompanhar alguns ensaios, juntei-me a banda. Nesse período, eu estava passando por uma fase complicada do internato e tocar novamente num quarteto foi uma ótima válvula de escape:
www.youtube.com/watch?v=QmU0nqIGsck
www.youtube.com/watch?v=Ij-qyntJpd4
Em 2009, o nosso baixista se mudou para o interior do RS e decidimos montar uma outra banda, a The Bottles, tocando apenas Beatles (uma paixão em comum dos integrantes restantes da Lawyers). A banda foi um sucesso, fizemos vários shows, mas ao final de 2009 me mudei para o interior de SC, tendo que ser substituído. Eles continuam na ativa, com uma sonoridade cada vez melhor.
www.youtube.com/watch?v=Q_PdHsRdRqs
www.youtube.com/watch?v=oopETZs-OyM
www.youtube.com/watch?v=ZSiJwu4iK1M
Nos dois últimos anos, tenho feito algumas gravações caseiras esporádicas, em que “toco” com alguns de meus artistas prediletos:
www.youtube.com/watch?v=5S6vhOpxbrA
www.youtube.com/watch?v=NK0bSSNRKIQ
www.youtube.com/watch?v=E5Wo1oDBMWs
Mais recentemente, tenho tocado e cantado algumas músicas do Legião Urbana e outras bandas nacionais, talvez no futuro possa até tocar para pequenos públicos.
Hoje em dia, aceito que sempre estarei envolvido em algum projeto musical, mesmo que tenha algumas pausas. Invariavelmente isso me ajuda a seguir em frente e desconfio que devo dar um passo além e voltar a compor. Rever meus ídolos de infância é sempre motivante nesse sentido.
* * *
Recentemente passei pelo fim de um relacionamento de quatro anos e escutar repetidas vezes algumas músicas do Kid Abelha e Legião Urbana me ajudaram a aliviar a dor. O problema é que posteriormente essas músicas podem ficar “impregnadas” com lembranças desagradáveis; todo remédio, afinal, tem seu efeito colateral. Como em “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, tenho que resistir à tentação de deletar algumas melodias do meu setlist.
(continua)