segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Discurso - Parte 1


        Em 2005, Steve Jobs fez um discurso histórico para formandos de Stanford. Li a transcrição do discurso em 2007 ou 2008, gostando bastante na época. Agora, com sua morte, suas três lições voltam à tona:
            1- Um dia, os pontos vão se ligar.
“Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.” www.abmeseduca.com/?p=2547
            Tive facilidade na escola e com os anos isso foi se tornando cada vez mais notável. Destacava-me principalmente nas áreas exatas, mas também tinha aptidão para Literatura e Português. No entanto, não pensei em ser engenheiro ou pesquisador; também não optei pela carreira jurídica, embora meu irmão, que fazia Direito na época, tenha salientado que meu gosto por ler e escrever seria melhor aproveitado ali.
            Com quinze anos, vi claramente que queria lidar com pessoas. Esse interesse já havia tido vazão alguns anos antes, quando li vários livros de Astrologia de meu pai, ficando fascinado com a complexidade psíquica do homem. Minhas opções então eram Psicologia e Medicina, meu pai sugeriu que eu optasse pela carreira médica e me especializasse em Psiquiatria. Por muito tempo, esse foi meu objetivo.
            No segundo ano de faculdade, tive uma disciplina marcante: Psicologia Médica. A aula introduziu conceitos básicos da Psicanálise, sendo uma fase de intenso aprendizado. Aos poucos, fui me tornando “o psiquiatra” da turma. Entre o terceiro e quarto ano, acompanhei semanalmente o trabalho de uma psiquiatra no CAPS (Centro de Atenção Psico-Social), sendo também um período bastante produtivo. Ironicamente, porém, foi a partir desse estágio que comecei a vislumbrar um novo caminho: trabalhar como clínico-geral em Unidades Básicas de Saúde. Eu poderia dar vários motivos para essa mudança, mas não os considero relevantes; o principal era eu sentir que essa era a escolha certa.
            Recentemente, uma colega que acompanhou parte dessa trajetória comentou que meus estudos em Saúde Mental eram o meu diferencial. De fato, seja no ambiente ambulatorial ou hospitalar, uma abordagem psíquica é frequentemente necessária.
* * *
            “Não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido; aprendi a viver um dia de cada vez.” Legião Urbana em “Só Por Hoje”.
            Por enquanto, sinto que estou no caminho certo.
            (continua)

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