O filme, baseado no romance alemão de 1985, foi sugerido por uma colega da pós-graduação ano passado, mas só recentemente o assisti. Ao decidir escrever sobre ele, fiz uma rápida pesquisa e descobri que era a obra preferida de Kurt Cobain, tanto que é a inspiração para a segunda faixa de In Utero (1993), Scentless Apprentice (trilha de um episódio de Lost: http://youtu.be/mwMnv7aBfyk)
Não é segredo que cada pessoa exala um cheiro único, mas a obra vai além e sugere que algumas pessoas tem o poder de encantar através de sua fragrância. Nenhum perfume confeccionado pelo homem pode se comparar ao poder arrebatador da pele de uma mulher. O melhor cheiro do mundo é o da espécie humana, sem sombra de dúvida.
É interessante como, a partir dessa teoria, é possível concluir que o uso do tradicional perfume seja prejudicial ao que podemos oferecer de melhor para o mundo. Não precisamos usar produtos artificiais, devemos apenas cuidar do nosso cheiro natural. Não me parece um mistério que nossos hábitos determinam quem somos e o que podemos conquistar com nossa presença.
Antes de tentar roubar o odor de uma prostituta, o protagonista pede para ela relaxar, pois se ela sentisse medo, federia e seu perfume seria perdido. Imagino que pessoas felizes exalam um aroma superior e vejo isso como mais um motivo para cultivarmos emoções positivas. Até mesmo um sentido subestimado como o olfato pode fazer toda a diferença, ainda que inconscientemente.
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