terça-feira, 9 de setembro de 2014

O Carro

Ontem, em um de meus locais de trabalho, a enfermeira se surpreendeu ao olhar o lugar onde costumo estacionar: "Que lindo! Me empresta a chave?!" Já havia conversado com ela sobre o tema, coincidentemente ela comprara o seu com o mesmo vendedor. Ao retornar, ela me parabenizou e indagou se, de fato, eu já havia rodado 1500km. Sim, "em apenas cinco dias", confirmei sorrindo, informando que viajara até o litoral gaúcho.
No dia anterior, meu pai perguntou se haviam aceitado o meu carro antigo, com 225000km rodados. "Claro que aceitaram!" Comentei que agora minha intenção era chegar aos 300000km e ficar pelo menos quatro anos com o investimento. Porém, fiz os cálculos com base nesses primeiros dias e, se continuar no ritmo, chego a essa marca em menos de três anos; em quatro anos, terei rodado 438000km.
No restaurante em que almocei com meu pai, reencontrei um amigo que não via há anos. Na época, ele tinha comprado um modelo da mesma marca; quando conversamos sobre isso, ele disse que o automóvel era o "video-game" do adulto. Concordo com a comparação, fui uma criança que adorava jogos eletrônicos. Outra lembrança de minha infância é de fazer longas viagens em carrões. Evidentemente, esse prazer me influencia até hoje.
Um dia antes, visitei meu tio mais jovem, o mais apaixonado pelas máquinas automobilísticas. Ao entrar para testar minha aquisição, ele logo reparou no painel: "Sensacional: 900km!" Confessei-lhe que uma das melhores coisas da vida era sair de uma concessionária com um carro zero. Fala-se do cheiro, mas não é apenas isso; há a mecânica surpreendente, o interior silencioso, a pintura impecável. Um diamante lapidado por mãos talentosas à minha inteira disposição.

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