"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo, expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar, caem diante da morte, deixando apenas o que é importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração."
Tive um contato precoce com a morte, tornei-me orfão aos 10 anos. Hoje considero esse fato marcante para uma certa postura "destemida" em relação à vida. Neste ano, conversando sobre isso com um amigo, comentei que "o pior já havia acontecido", no sentido que era natural seguir em frente apesar de qualquer adversidade.
Durante meu último semestre de faculdade, participei de uma entreveista para um TCC, em que falei que minha espiritualidade facilitava meu contato com pacientes terminais, pois eu os via de "igual para igual", já que a morte seria apenas uma "passagem", não um fim. Também não vejo um grande problema em "perder" um paciente. A morte faz parte da profissão médica, não por acaso optei por esse caminho.
Steve Jobs havia descoberto o câncer pancreático um ano antes do discurso. Ele acreditava estar curado na formatura, mas parece que ele estava errado. Independente de sua morte, seu discurso está eternalizado, assim como tantas outras obras. É um conforto saber que muitos ecoam na eternidade, inclusive nós.
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Amy Winehouse fez história ao lançar seu "Back to Black" em 2006. Como o próprio nome diz, o álbum é envolto em uma névoa de melancolia que é característica da obra. Blake Fielder teve seus méritos, afinal de contas.
"More than I could stand, love is a losing hand." Trecho da faixa seis "Love is a Losing Game".
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