É interessante como "A Aposta" gerou certa polêmica pela parte em que descrevo, de forma literária, um trecho da conversa filosófica com meu primo. Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro que me considero bastante parecido com ele, nossas posturas aparentemente opostas é apenas momentânea e, quem sabe no futuro, nós tenhamos a mesma discussão com cada um defendendo um ponto de vista diferente do atual.
Considero-me oposto ao meu irmão, que encontrou seu par ainda jovem e teve a competência de conservar o relacionamento até hoje. Seu casamento vingou, o meu não; nesse sentido, ele obteve êxito e eu fracassei. Essa é a minha visão e desconfio que seja a da maioria das pessoas. Ninguém quer ficar sozinho, parece-me algo unânime. O risco é imenso, mas quem teria coragem de não apostar no amor?
Ao reler a publicação, noto que falei uma bobagem para meu primo: "As melhores mulheres querem exclusividade." Na verdade, todas as mulheres querem isso; a diferença é que algumas vão tolerar, por algum tempo apenas, não serem as únicas. O que acaba sendo mais um argumento para a tese de que um relacionamento com pouco compromisso é insustentável. Monogamia é sinônimo de paz e poligamia, de guerra; disso, convenço-me cada vez mais.
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