Novamente tive um almoço em companhia da minha estimada tia-avó, novamente um churrasco em Garopaba com a família reunida. Ao saber do meu divórcio, ela não teve pudor em me perguntar: "Afinal de contas, por que casar tão cedo?!" Foi um convite para um longo embate, mas fui austeiro na resposta: "Por causa do amor, óbvio!" Ela riu, concordando com grande sabedoria: "Sim, o amor é a força que gira a roda da vida." Sensacional.
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Acabei assumindo um papel inesperado neste feriado de Carnaval. Com irmãs, primas e amigas em casa, todas mais novas, fui escolhido como o motorista da vez. Praia do Rosa, Ferrugem, centro de Garopaba, dia e noite, o carro lotado. Meu tio confessou, satisfeito, que eu estava fazendo aquilo que ele achava que teria que fazer. Apesar de me sentir orgulhoso, ainda me vejo distante de ter a minha própria linhagem. Na verdade, ainda fico admirado ao perceber que meu pai e seus irmãos tiveram filhos antes dos 30 anos. Haja coragem.
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