quarta-feira, 20 de maio de 2015

Paradoxos

Na cozinha da unidade de saúde, uma colega comentou que uma mulher se oferecera para ler sua sorte, mas ela conseguiu fugir da proposta. Comentei que o grande paradoxo das videntes era que, geralmente, elas tinham uma história sofrida; se elas fossem tão boas em prever o futuro, por que não usavam isso em suas próprias vidas? Todos concordaram, como funcionários públicos, aparentemente, tínhamos mais sorte que as videntes em geral.
Paradoxalmente, salientei que, se a mulher se oferecesse para ler a minha sorte, eu certamente aceitaria. Esse misticismo faz parte mim, inclusive, há cerca de cinco anos, fui em uma cartomante. Ela disse que eu tinha uma espécie de "luz" que me auxiliava nos atendimentos, mas que eu deveria ter cuidado com a minha irritabilidade e impulsividade. Talvez ela tenha deduzido isso pelo pouco que me conhecia, ou talvez os deuses tenham me alertado através de suas cartas.
A figura do centauro (metade homem, metade animal) representa o meu signo, Sagitário. Eu diria que um dos meus paradoxos particulares é: apesar de possuir uma inteligência acadêmica notável, eu continuo sendo governado pelas minhas emoções. Apesar do meu talento, a parte humana, aparentemente, ainda não venceu os meus instintos animais. Talvez essa vitória ainda demore a acontecer.

"Contudo, quando a razão penetrar nesta natureza grosseira, quando Cronos, Saturno ou o Carma lhe derem a justa compensação de seus excessos, a razão se torna sabedoria e vemos, então, uma expansão magnífica das virtudes jupiterianas. Franco e honesto, simpático aos fracos e necessitados. Benévolo e indulgente, estende a mão a seu inimigo. Este é, então, o signo do bom juiz, do bom pai de família, cujo raciocínio é temperado pela bondade. É o signo da compaixão e talvez do pecador arrependido que perdoa os que pecaram como ele. A sabedoria só é adquirida pela experiência e no Sagitário temos a imagem do homem que se liberta dos laços dos sentidos.
A intuição deste signo é maravilhosa quando o indivíduo segue suas próprias inspirações; porém, se confiar nos conselhos dos outros, errará completamente."
Iniciação Básica à Astrologia Esotérica. Rosabis Camaysar, 1985.

Um comentário:

  1. Ótimo. Acredito que é muito bom e importante nós sabermos ler nossas emoções. E ainda mais legal é, externaliza-las. E não é fácil. É difícil as pessoas fazerem isto. E da forma como você coloca é uma verdadeira arte. Faz um bem danado pra você e pra quem lê. Um abraço.

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