quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Poder da Riqueza - parte 2


Semana passada fiz uma proposta para minha irmã: eu lhe daria uma alpargata, uma espécie de sapato que ela vira em uma loja, e em troca ela teria que começar a estudar para a prova da OAB. Caso ela reprove, vai ter que me devover o calçado. Chegamos ao ponto do "vale tudo", em alguns meses veremos o resultado.
Após comprar o utencílio, fomos a um restaurante esperar o resto da família; uma das pizzarias mais tradicionais de Garopaba, há muitos anos não ia lá. No dia seguinte todos iríamos embora e aquela era, de certa forma, a última noite do verão; por isso quebramos a rotina e fomos jantar fora.
No livro "Os Segredos da Mente Milionária" , T. Harv Ekel comenta que alguns hábitos, como sair para jantar uma vez por mês em um bom restaurante, servem para lembrar o valor do dinheiro e nos motiva a ganhá-lo. Na época em que li isso, comentei num final de semana em Garopaba com meu pai, pois sempre foi um costume eventual da família sair para as refeições. Semana passada, vivemos mais uma vez essa experiência.
Olhei a carta de vinhos mas não encontrei nenhum conhecido, decidi por experimentar uma cerveja artesanal produzida perto dali, na Praia do Rosa. Penso que o bom de ser rico é poder entrar num estabelecimento e consumir o que se quer sem se importar com o preço, e a assim agimos. Pizza é um de meus pratos prediletos e essa é melhor pizza que já comi, valeu cada centavo.
Ao trazer a conta, o garçom ficou em dúvida se entregava para mim ou para meu pai, com um gesto a solicitei e meu pai perguntou quanto era, eu disse que fazia questão de pagar. Ele lembrou que havíamos combinado de rachar a conta e assim o fizemos, deixando uma gorjeta adicional, outro costume familiar. Penso que hoje nossa relação é quase de igual para igual, o que me parece ser uma das virtudes do tempo.
Esta semana minha irmã comunicou a necessidade de comprar um vestido para uma formatura. Ela obviamente não tem dinheiro e diz ter vergonha de pedir para seu pai, mas claro que com o irmão é diferente. Estou pensando em lhe dar a quantia sob a condição dela estudar para a prova da OAB, caso ela reprove, terá que me devolver o vestido. Vale tudo.

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