No dia em que fui ao show do Bad Religion em Curitiba (09/02/2014), um amigo pediu que lhe telefonasse quando fosse executada Sorrow. Após o término da intensa apresentação, mandei-lhe um sms: "Não tocaram Sorrow!" "Já acabou?" "Já, começaram pontualmente às 21h." Era cerca de 22:20 no momento das mensagens, infelizmente, vi algumas pessoas chegarem atrasadas e soube de outras que sequer alcançaram a capital paranaense por conta dos engarrafamentos.
Um ano depois, minutos antes do primeiro show do Foo Fighters em Porto Alegre, mandei-lhe um sms perguntando se podia ligar em alguma música; achei que ele ia pedir uma canção específica, mas foi respondido simplesmente que eu poderia ligar. Tentei em The Pretender, sem sucesso, mas consegui em Monkey Wrench e em Times Like These, na qual ele me respondeu: "Times like these you learn to live again."
A última música, Everlong, foi a única em que a ligação não caiu e ele escutou inteira. No outro dia, ele disse que eu devia estar perto do palco, pela qualidade do som. Na pista premium, a cerca de 100m do palco e de frente para muitos alto-falantes, posso afirmar que a sonoridade estava perfeita. Comentei que, juntamente com o show do Paul McCartney em Florianópolis (na qual eu assisti com ele), este foi o maior evento que eu apreciei.
Saímos do centro de Porto Alegre às 18:00 e fizemos o curto trajeto sob intenso congestionamento, ao invés dos planejados vinte minutos, levamos quase duas horas até chegar ao estacionamento. Felizmente, não enfrentamos fila no acesso e, lá dentro, sem espera para comprar cerveja ou ir ao banheiro. Com a apresentação iniciando conforme o previsto, 21:20, e se estendendo sem intervalo até meia-noite, posso afirmar que foi uma das minhas melhores experiências sonoras.
Quando meu irmão me ligou para fazer o convite, ele disse que sabia que eu gostava bastante da banda; de fato, por um bom período, escutei The Colour and the Shape (1997) diariamente e estou há anos com o There Is Nothing Left to Lose (1999), emprestado dele. Curiosamente, porém, gostei especialmente da execução de I'll Stick Around (segunda faixa do primeiro álbum, de 1995); também me surpreendeu Arlandria, quinta faixa do show e do excelente Wasting Light (2011).
O principal responsável pela minha consequente rouquidão foi o refrão de These Days, também do Wasting Light, que considero hoje um dos meus preferidos. Acredito que a característica mais importante do disco seja a volta de Pat Smear, agora como terceiro guitarrista; assim, concluo que, quanto mais guitarristas, melhor. Outra peculariedade é a parceria com Butch Vig, produtor de Nevermind (Nirvana, 1991) e Siamese Dream (The Smashing Pumpkins, 1993).
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No dia seguinte ao show, de volta a Criciúma, acompanhei um ensaio de um amigo em um estúdio no centro. Enquanto a banda tocava, conversei com dois guitarristas antigos da cidade. Um deles é mais velho e vem tocando em diferentes grupos musicais há duas décadas, o outro, mais jovem, também tocou em diferentes formações e hoje era o dono do estúdio. Refleti que, ao contrário de mim, eles nunca abandonaram a carreira musical; apesar do "escape criativo" que o blog me proporciona, confesso que ele não pode substituir a música.
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