Uma das chamadas iniciais da novela campeã de audiência apresentava o seguinte discurso:
"Hoje em dia o amor se manifesta de muitas formas, existe o amor na sua forma mais pura, mas também existe o amor ao poder, o amor ao dinheiro, o amor ao sucesso, o amor ao corpo, o amor ao belo, o amor ao sexo, o amor ao tudo, o amor ao nada, mas no fundo o que todos deveriam ter é amor à vida." http://pt.wikipedia.org/wiki/Amor_%C3%A0_Vida
Alvo de muitas críticas, o programa do horário nobre tem despertado meu interesse e confesso que acho a trama especialmente atraente. Sendo uma obra ficcional, não considero seus clichês ofensivos ou perigosos, creio que a arte tem o benefício de nos fazer refletir sobre as inúmeras situações da vida. Não costumo assistir a novelas, mas desconfio que essa seja a melhor dos últimos tempos. A temática me parece ampla e universal.
Félix, que eu diria ser o personagem central, é inicialmente o vilão cruel e calculista. Após ser desmascarado, perde tudo que tem. Sem dinheiro e sem emprego, encontra abrigo na casa humilde de uma antiga babá, que lhe nutre um amor incondicional. Após esse ato de generosidade, sob brilhante atuação de Mateus Solano, vemos um novo homem, agora disposto a compensar seus erros com uma vida mais digna.
Thales é outro personagem emblemático. Par das atrizes Fernanda Machado, Marina Ruy Barbosa e Sophia Abrahão, se vê preso ao sonho comum de se relacionar com belas mulheres. Ele é escritor e não é segredo que inteligência seja um dos atributos mais valorizados pelo sexo feminino. Sucesso profissional, dinheiro e beleza vêm depois, pelo menos na avaliação delas. Teoricamente.
Também em cena com uma beldade, temos o patriarca César, médico, pai de Félix. Ambicioso, não teve como resistir aos encantos de sua recém contratada secretária, Aline (interpretada pela estonteante Vanessa Giácomo). Sua tradicional esposa, Pilar, não teve chance alguma de defesa. Outro clichê, outro dilema humano retratado de forma convincente pelo país das novelas.
Durante a minha pós-graduação, uma das colegas contou algumas vezes que um conhecido, aparentemente bem resolvido, sempre visto com belas mulheres, era homossexual. Eu tinha vontade de fazer piada, dizendo que então eu devia ser gay, pois só namorava as mais bonitas (!). Claro que sempre fiquei em silêncio, certamente é conhecido o poder arrebatador que a beleza tem sobre nós.
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