Suponho que depois de "quem sou eu?", a pergunta filosófica mais importante seja "o que me faz feliz?" As interações pessoais me parecem estar no topo da lista: os amigos formando uma base mais abrangente, a família sendo um círculo social mais restrito e relevante, a parceira no patamar mais alto, sendo claramente a relação mais intensa. Conforme "Na Natureza Selvagem" (Into The Wild, 2007), "felicidade só é real quando compartilhada."
Acredito que a melhor maneira de me relacionar seja sendo "bonzinho", que eu definiria como aquele que procura fazer o bem. Não é algo simples, requer um esforço mental constante e é frequentemente falho, frustrante. Mas vale a pena, momentos felizes decorrem dessa postura. Uma resposta possível para a pergunta filosófica seria: "fazer o bem me faz feliz." Isso parece estar acima de todo o resto.
Em "À Procura da Felicidade" (The Pursuit of Happyness, 2006), ela pode ser vislumbrada na cena final da trama, quando o protagonista consegue um bom emprego. Destaque para o adjetivo "bom", pois imagino que um emprego ruim pode ser facilmente a causa de uma vida infeliz. Embora o salário seja secundário em relação à natureza do trabalho, sem dúvida é um fator importante para se considerar bom um emprego.
No feriado de final de ano, descobri que, assim como eu, meu irmão não jogou na loteria "da virada", cuja premiação era mais de 200 milhões de reais. Nenhum de nós parecia se importar com isso, acho que depois de "ter um bom emprego me faz feliz", a frase seria "não precisar acertar da loteria me faz feliz." Realmente tocante é a cena em que Will Smith, por falta de dinheiro, se vê obrigado a passar a noite com seu filho pequeno em uma estação de metrô.
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