Uma tradição da família de meu pai é se reunir na casa de meus avós na noite de natal. Neste ano, como de costume, carros de diferentes cidades fizeram centenas de quilômetros rumo ao noroeste do Rio Grande do Sul. A novidade ficou por conta de meu pai e irmão, ambos exibindo carrões novos. Dirigir é sem dúvida uma paixão geral da nossa família, não é por acaso que essa longa distância pareça pequena ano após ano.
Antes da entrega de presentes, um dos familiares faz um breve discurso e, de mãos dadas, rezamos um Pai Nosso. Abençoados por termos um ao outro, encontramos forças para mais um bom ano que se inicia. Brindamos a sempre farta ceia, frequentemente nos deliciando além da conta. No dia seguinte, resta-nos a recuperação para a longa viagem de volta; ao invés de cerveja, bebemos água e isotônicos.
O carteado acontece diariamente e nesta última tarde fomos acompanhados pelo patriarca de 87 anos. Com uma lucidez invejável, jogou várias partidas de "pontinho", sendo o maior vencedor levando dois "potes". Acho que ninguém da mesa se importou em perder, a vitória do poderoso chefão era de todos nós. Ficamos gratos por desfrutar de mais essa boa sorte familiar.
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