Há exatamente um mês, atropelei um cachorro e o Fiesta foi para o conserto. Peguei-o na última sexta-feira, mas a alegria durou pouco; dois dias depois, acendeu uma luz no painel indicando falha mecânica. Evoluiu com dificuldade para ligar, voltando à concessionária. Hoje, ao chegar ao trabalho, comentei com o motorista da prefeitura que amor e ódio são faces de uma mesma moeda: eu amava o meu carro, mas agora o odiava e, assim, já vislumbrava uma troca.
Ano passado, ao comprá-lo, postei repleto de otimismo (http://tiarajusantos.blogspot.com.br/2014/09/o-carro.html); porém, o sinistro me deixou com dúvidas sobre a sua resistência. Atualmente, imagino que atropelar um animal em via expressa seja algo corriqueiro e um carro maior, além de sofrer menos danos, tem melhor estabilidade. Cheguei a cogitar algumas SUVs (meu pai costuma apontá-las como a melhor opção), mas realmente nenhuma me agrada. Não é o meu estilo.
Foi sugerido um Corolla, fiz piada: "Quando chegar aos sessenta anos, penso nele". A escolha mais óbvia seria um Focus ou um Cruze. Embora o primeiro seja a tendência natural, já não tenho mais tanta confiança na montadora; amor e ódio são, de fato, faces da mesma moeda. O segundo é maior e tive uma boa experiência após dirigir o sedan de meu avô por 2500km (http://tiarajusantos.blogspot.com.br/2014/12/road-trippin.html). Uma verdadeira nave.
Pela primeira vez, vislumbro ter um "carrão". O comentário da semana foi que, finalmente, eu estava largando a mania de ter "carro popular". Interessante que eu nunca me importei com o status que um modelo agrega. Optando por carros novos e completos, sempre tive tudo que precisava. Mas tinha um cachorro no meio do caminho. Minha namorada, que não o viu, disse que o impacto foi tão grande que pareceu o atropelamento de uma pessoa.
Embora o carro mantivesse seu funcionamento normal, ao fazer o retorno para uma área urbana, ele perdeu potência e o painel indicou aquecimento do motor. Assim ficamos "encalhados" em uma marginal desconhecida no meio da noite. Fortuitamente, recebemos auxílio em uma casa próxima, onde esperamos o guincho em segurança. Embora não aparentasse, o estrago foi grande: pára-choque, radiador, ar-condicionado, faróis...
Se segurança agora é a questão imperativa, uma terceira alternativa parece razoável: um Golf. Apesar de mais caro, teoricamente é o mais seguro da categoria e, segundo minha namorada, o carro mais bonito do mundo (descendente de alemães, sua família só compra dessa marca). Meu tio materno, feliz proprietário de um Jetta, também ressalta a tecnologia germânica. Segundo um tio paterno, a escolha da mulher tende a ser a mais acertada (!), embora ele não goste do modelo.
Ao pesquisar sobre os hatchs médios, vi que um leitor ironizou as reclamações de alguns motoristas, dizendo que ficaria bastante feliz com qualquer um desses carros (que legalmente não podem circular acima de 120km/h). Meu tio paterno também rebateu as criticas ao motor do Cruze: "Esse pessoal acha que é Fórmula 1 para precisar de motor mais potente?!" Realmente, nessa categoria, qualquer compra parece ser excelente.
Em tempos de crise, acredito que a melhor estratégia seja esperar alguma promoção, sem pressa (suspeito que consiga descontos de até 10% nos próximos meses). Historicamente, as montadoras acumularam grandes lucros, agora parece ser o momento ideal de buscar preços mais baixos. Apesar do azar do incidente, reconheço a minha boa sorte em poder sonhar com uma máquina nova. "Depois da tempestade, vem a bonança." Assim espero.
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