sábado, 19 de setembro de 2015

Sete Perguntas Estranhas

Uma das melhores leituras dos últimos tempos foi uma tradução do artigo do norte-americano Mark Manson: http://consciencia.ano-zero.com/2015/09/09/7-perguntas/?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Postcron.com 
O original foi postado há um ano: http://markmanson.net/life-purpose 
Embora se proponha a ajudar a encontrar um propósito de vida, logo no início somos confrontados com a idéia de que essa definição não é clara para ninguém. 
"Mas aqui está a verdade. Nós existimos neste planeta por algum período indeterminado de tempo. Durante esse tempo nós fazemos coisas. Algumas dessas coisas são importantes. Outras não tem importância. E aquelas que são importantes dão à nossa vida significado e felicidade. As coisas sem importância basicamente desperdiçam e consomem nosso tempo."

1- O primeiro questionamento é sobre a necessidade de produzirmos valor com o nosso trabalho. Considero essa passagem brilhante:
"Tudo envolve sacrifício. Tudo tem algum tipo de custo. Nada é prazeiroso ou satisfatório o tempo todo. E assim a questão é a seguinte: que esforço ou sacrifício você deseja suportar? Em última análise, o que determina sua capacidade de dedicar-se a algo com que se importa é sua capacidade de lidar com os aspectos árduos e também suportar os inevitáveis dias difíceis."

2- A segunda questão polariza com a primeira, fazendo uma menção às nossas aspirações infantis, que não incluiam, por exemplo, ambições financeiras. Identifico-me com o exemplo citado pelo blogueiro:
"Quando eu era criança, costumava escrever histórias. Eu sentava no meu quarto sozinho, escrevendo sobre aliens, super-heróis, grandes guerreiros, meus amigos e minha família. Não porque eu quisesse que alguém lesse aquilo, não porque eu quisesse impressionar meus pais ou professores. Mas pelo puro prazer de escrever.
E então, por alguma razão, eu parei. E não me lembro o porquê."

3- A terceira pergunta é sobre nossas paixões. Um exemplo óbvio seria a minha atração pelos jogos de azar: quando estou jogando poker, por exemplo, chego a ficar sem jantar (a principal refeição do meu dia).
"Seja o que for, não busque apenas descobrir quais atividades deixam você desperto a noite inteira, mas busque pelos princípios cognitivos atrás dessas atividades que enfeitiçam você. Porque eles podem ser facilmente aplicáveis em qualquer situação."
Lembrei de uma comparação que fiz em 2013:
"Eu diria que um plantonista está sempre contando com a sorte, preso à expectativa de que tudo dará certo e transcorrerá tranquilamente. Assim como no jogo, desenvolvi a fama de ser 'pé quente' nos plantões, embora obviamente ninguém esteja imune à força do azar. Eventualmente, todo mundo se dá mal."

4- Vivemos em um mundo de aparências, certo? Essa passagem é especialmente provocante:
"Neste exato momento, há alguma coisa que você deseja fazer, alguma coisa que você pensa em fazer, uma coisa que você fantasia em fazer, mas ainda assim você não faz nada. Você tem seus motivos, sem dúvida. E você repete a si mesmo esses motivos ad infinitum.
Mas que motivos são esses? Porque eu posso dizer a você agora mesmo que se esses motivos estão baseados naquilo que os outros vão pensar, então você está ferrando com sua vida em grande estilo."

5- "Como você vai salvar o mundo?"
"Encontre um problema com o qual você se importa e comece a resolvê-lo. Obviamente, você não resolverá os problemas do mundo sozinho. Mas você pode contribuir e fazer a diferença. E esse sentimento de fazer a diferença é, no fim das contas, o mais importante para sua própria felicidade e sensação de propósito."

6- Aqui o autor volta a nos instigar a seguir nossos desejos:
"O que a maioria das pessoas não entende é que a paixão é o resultado da ação, e não sua causa.
Descobrir o que lhe deixa apaixonado pela vida e o que importa para você é um esporte radical, um processo de tentativa-e-erro. Nenhum de nós sabe exatamente o que vai sentir em relação a uma atividade até por fim realmente fazermos essa atividade."

7- "Se você soubesse que irá morrer em um ano a partir de agora, o que você faria e como você desejaria ser lembrado?"
"Qual será o seu legado? Que histórias as pessoas contarão sobre você quando se for? O que seu obituário diria? Haveria algo a ser dito, enfim? Se não houvesse, o que você gostaria que constasse nele? Como você pode trabalhar nessa direção hoje?"

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